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Insuficiência valvar Aórtica e a Ergoespirometria

  • jhoopercarmo
  • 1 de fev.
  • 2 min de leitura

Expectativa no Seguimento de Pacientes com Insuficiência Aórtica Importante pela Ergoespirometria a Longo Prazo


A ergoespirometria permite acompanhar a evolução da função cardiovascular e prever o melhor momento para intervenção cirúrgica em pacientes com insuficiência aórtica importante. No longo prazo, espera-se:


1. Inicialmente: Adaptação e Manutenção da Performance


🔹 VO₂ máximo preservado ou discretamente reduzido → Enquanto o ventrículo esquerdo (VE) consegue compensar a sobrecarga de volume, a capacidade funcional pode ser mantida.

🔹 VE/VCO₂ slope normal (<30) → Indica eficiência ventilatória adequada e ausência de congestão pulmonar.

🔹 Pulso de oxigênio normal (volume sistólico)→ Sugere boa adaptação cardíaca ao esforço.


2. Progressão: Declínio da Reserva Funcional


🔹 Queda progressiva do VO₂ máximo (>10-15% em 6-12 meses) → Pode indicar redução da contratilidade ventricular antes da disfunção evidente na ecocardiografia.

🔹 Aumento do VE/VCO₂ slope (>30-34) → Sugere comprometimento hemodinâmico e possível piora da relação ventilação/perfusão.

🔹 Redução do Pulso de oxigênio → Indica prejuízo na capacidade de ejeção do VE, sugerindo piora da função ventricular.

🔹 Maior tempo de recuperação da FC e do VO₂ pós-exercício → Pode refletir disfunção autonômica e deterioração da reserva cardíaca.


3. Critérios para Indicação Cirúrgica Baseados na Ergoespirometria


⚠️ Queda do VO₂ máximo abaixo de 20 ml/kg/min → Forte preditor de evolução desfavorável.

⚠️ VE/VCO₂ slope persistentemente elevado (>34) → Sugere comprometimento da circulação pulmonar.

⚠️ Pulso de oxigênio em queda progressiva → Pode indicar disfunção do ventrículo esquerdo, mesmo que a fração de ejeção ainda esteja dentro da normalidade.

⚠️ Incompetência cronotrópica (FC abaixo do esperado para a idade) → Sugere reserva cardíaca reduzida.


4. Pós-Cirurgia: Recuperação e Reavaliação


📌 Após a correção cirúrgica, espera-se melhora progressiva do VO₂ máximo e do O₂ pulse, além da normalização do VE/VCO₂ slope e da recuperação da resposta cronotrópica ao esforço. A ergoespirometria continua sendo útil para acompanhar a evolução pós-operatória e ajustar a prescrição de exercícios.


Conclusão

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No seguimento a longo prazo, a ergoespirometria pode antecipar a indicação cirúrgica, mesmo em pacientes ainda assintomáticos, ajudando a evitar deterioração irreversível da função ventricular. A queda progressiva do VO₂ máximo, o aumento do VE/VCO₂ slope e a redução do O₂ pulse são achados preocupantes e devem ser monitorados regularmente.



 
 
 

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